Severino e Vergonha
Historicamente em Pernambuco, nota-se um comportamento agitado no seu povo. O pai da capitania, Duarte Coelho, foi o primeiro a se rebelar contra o envio de degenerados por parte da Coroa portuguesa. E durante os séculos que se seguiram, pode-se perceber que o povo do estado tem uma convivência contraditória.
A realidade agrária do Pernambuco colonial, e pós colonial, é de uma profunda concentração agrária. São os Cavancanti e os Rego Barros. Ao lados dessas abastadas famílias crescia uma massa faminta e desprovida de dignidade. Estes que em tantas revoltas e revoluções conseguiram de certa forma erguer a voz contra os desmandos. É, aqui é onde podemos perceber a riqueza do apelido Leão do Norte.
Pernambuco é assim um celeiro de progressistas e conservadores, conservadores retrógrados latifundiários e agrários. Estes que mais do que nunca voltam a se destacar na política nacional. Meu estado que tem um lado riquíssimo e revolucionário se entristece diante da lógica homofóbica, nepotista e hipócrita do Presidente da Câmara dos Deputados, o Severino Cavalcanti.
Severino que de Cavalcanti de linhagem não tem nada, pois na realidade ele seria um cavalgado. Mas o mais importante é a ideologia, que no caso de nosso amigo é totalmente representante desta realidade. Inquietante, vergonhosa, mas real. Real, pois mesmo com a mobilização social, continua sendo eleita.
É Pernambuco, parece que as pessoas que te dão um aspecto sombrio estão te envergonhando; mas teu passado de lutas não se perdeu, pois teu povo não se cala.

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