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Saturday, August 27, 2005

Tempo, história e razão

Gostaria de (re)pensar um pouco o que tealmente significa o início e o fim em certeas histórias. Estes marcos teórico-temporais que delimitam a existência.
Como pretenso historiador, sei que esta idéia de início e fim históricossurgiram a partir do cristianismo, ´pois os gregops e romanos imaginavam a repetição como sento a natureza da história. Os helênicos admiravam demais o estático para admitiriem a fluidez.
Inícios são sempre difíceeis de serem explicados, afinal como se pode falar onde extamente surgiu o capitalismo, ou ainda onde e como s iniciou o amor de um casa?
Um primeiro obstáculo é a apreensão da realidade que é peculiar a cada um. Outro é como eles relatam o que ocorreu, quando o fazem.
Um amor jamais acontece do nada, pois a pessoa que ama tem uma carga histórico-psicológica que proporcionou o sentimento; assim mesmo que admitamos um ponto inicial, este início teve outros inícios que se encadeiam em uma sequencia infinita, causando uma relação de indeterminação iniciática temporal.
Sinto que perco um pouco de tempo para falar sobre sentimentos usando a razão. Ah razão, tu és incompleta, inútil pois nao fazes ninguem feliz! Um grande amor nao surge porque tu o decidistes, mas porque o coração trouxe um sentimento avassadalador aos corações dos apaixonados.
Talvez o que falte às pessoas seja tanto a razão quanto o sentimento. Vivemos em uma sociedade que nao prima pela inteligência, em uma evidencia de parnasianismo latente. Programas de televisão gastam muito do seu tempo exibindo bundas e peitos, e (quase) nenhum com obras filosóficas; outro exemplo é que a nossa atenção se volta cada vez mais às quedas da BOVESPA ou do Dòlar, quando na realidade mais imediata não procuramos imaginar como acabar com a fome.
Como se nossa razão nao fosse suficiente, o sentimento também está suplantado. Os sinais de afeto estão paulatinamente se resumindo a um presente que se dá e nao ao carinho dedicado. Como se tal fato por si só já nao se figurasse uma aberração, nós somos capazes de chegar à lua, mas nao temos a capacidade de interagir socialmente todos os dias nos ônibus por exemplo.
Hoje não se vive em comunidade, mas em aglomerados humanos. A interação, o sentimento de união agonizam faze a um individualismo crescete. A quantas pessoas você deu bom dia hoje?
Pois inícios são complexos de serem descritos e até mesmo de se iniciarem. Estar mergulhado no eterno presente é nao ter perspectivas de futuro ou visão do passado. A mídia se ocupa da informação em escala global, e nao de suas conseqüências; nossas atenções rapidamente se voltam ao furação qeu devastou os EE.UU, ao incendio em Portugal ou ainda à corrupção de Brasília. Mas nao há uma continuidade no trabalho.
Quanto ao Telos este realmente hoje caiu por terra. Ilusões... doces ilusões que se foram. Idealizar um fim é coisa para os fracos como já dizia Nietszche, e os cristãos que trouxeram essa concepção é quem sao os verdadeiros escravos derrotados.
Da mesma forma que falei, o início nao tem um "início" real, tao pouco o fim, pois eles se entrelaçam em uma cadeia de fatos. Um fim significa um início e o início um fim.

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