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Monday, August 29, 2005

Pós-modernismo (2)

CONTINUAÇÃO DE PÓS-MODERNISMO (1)

A religião era algo que os burgueses tão pouco queriam inicialmente se desvincular totalmente. Dividiram a vida em esferas como a religiosa, política e econômica, elas possuem leis individuais e de gerencia própria. O burguês queria tanto o prazer terreno como uma vida no paraíso futuro. No século XIX o homem se “livra” de deus, e se proclama “ateu”. Agora o homem ocidental imerso em um ambiente de vários discursos não vê um sentido para a realidade, este sentido é dado individualmente. Uma forma é a religião. É crescente o número de religiões orientais, como no caso do budismo ou Hare Krishna, mas também o crescimento das religiões protestantes, que em geral são mais fundamentalistas que as católicas.
No Brasil a Modernidade não foi uma evolução da nossa sociedade, foi imposto pela realidade internacional, mas ela fora uma modernidade mais tecnológica que ideológica. O povo, a grande massa conheceu muito bem os resultados: o empobrecimento e impotência ante o poder espoliativo de sistema. Dentro desta questão o catolicismo que é uma religião mais racionalizada no ocidente parece não mais seduzir o brasileiro. Padre Marcelo Rossi foi silenciado pela Igreja, enquanto redes de televisão são utilizadas pelos protestantes para propagar sua doutrina e de ganhar o “mercado de fiéis”. No ano 2000 o país possuía segundo o Censo 2000 do IBGE 73,57% de católicos e 15,41% de evangélicos. Uma evolução bastante significativa, uma vez que em 1970 os seguidores do Papa significavam 91,77% e os reformados 5,16%.
Por outro lado, o número dos que se declaram sem religião praticamente dobra no país de 1991 a 2000: de 4,73% para 7,35%. Isto expressa um descontentamento com as religiões, ou seja, elas já não trazem para esta parcela populacional as respostas de que necessita.
Finalizando, imaginar uma religião pós-moderna é também imaginar uma profunda relação dela com a mídia. João Paulo II soube usar-se dela, pois seu funeral que teve uma ampla coberta da mídia mundial. A Igreja Católica conseguiu ainda algumas modificações como a permissão de mulheres em subir ao altar, mas muitas outras questões ainda estão esperando uma resposta, pois a sociedade se pergunta sobre a questão do aborto, do uso do preservativo ou da ordenação de mulheres para o sacramento. Imaginar os desafios da Igreja é pensar em modificações que a tragam mais perto da realidade social e quem sabe ela não pode nos mostrar no futuro um “Cristo é Pop” como foi mostrado no filme Dogma? Transformações é claro que ela vai ter que enfrentar.


Tiaggo Correia Cavalcanti de Morais

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